quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Mindhunter: a resistência à depreciação da ideia de ser humano

Artigo escrito pela Psicóloga Fernanda Guimarães e pelo Especialista em Sociologia Roberto Guimarães.


AVISO: o texto abaixo contém SPOILERS.

A série Mindhunter narra a história de um agente do FBI que, após um fracasso em uma situação com reféns na qual atuava como negociador e que culminou no suicídio do agressor, começa a questionar a eficácia dos procedimentos adotados pela Agência. Inicia, então, uma busca por novas formas de investigar que incluam a análise das motivações para o crime a partir do perfil psicológico do criminoso e permitam solucionar os complexos casos de assassinos seriais que assolavam os Estados Unidos.
Para quem está acostumado com “Seven – Os Sete Pecados Capitais” e “Copycat – A Vida Imita a Morte”, entre outros, a ideia de investigadores capazes de antecipar as ações dos mais violentos serial killers pode parecer comum, mas nem sempre foi assim. Exageros à parte, o desenvolvimento de métodos capazes de auxiliar no estabelecimento de perfis dos criminosos a partir dos dados forenses foi uma árdua tarefa para os pioneiros retratados na série.
Isto por vários motivos, entre eles a resistência da população à psicologia. Se atualmente ainda há dificuldades de aceitação por boa parte das pessoas, apesar de todas as comprovações apresentadas pelas inúmeras pesquisas e desenvolvimentos, podemos imaginar como era na época em que se passa a série, na qual esta ciência ainda estava ganhando terreno e firmando seus conceitos e métodos. Mas o que pode justificar tamanha contrariedade?


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